sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Trens do metrô do Zé Serra batem à noite. Portas falham de manhã



Colisão de dois trens entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana, na madrugada, deixou um funcionário ferido. Uma das composições envolvidas é do novo lote da Linha 2-Verde, que já apresentou problemas de eixo e de motor

Em menos de 32 horas, o metrô de São Paulo registrou duas falhas graves, colocando em xeque seu sistema de segurança. Na madrugada de anteontem, uma colisão inédita entre dois trens deixou um operador ferido. Já na manhã de ontem, uma composição apresentou defeitos na sinalização e circulou, lotada, com as portas abertas. Neste ano, aconteceram ao menos 17 falhas no metrô.

O choque aconteceu entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana, da linha 1-Azul, 33 minutos depois de encerrada a operação, que durante a semana vai até a 0h20. Segundo o Metrô, os condutores manobravam manualmente os trens. Uma das composições estava parada num local chamado tecnicamente de X, por ser a transposição entre os trilhos das linhas 2-Verde e 1-Azul. O condutor do segundo trem vinha da Estação Jabaquara, com destino à Linha Verde, numa velocidade de 20 km/h, quando colidiu contra o trem parado na área de manobra. Ele sofreu ferimentos em uma das pernas e foi conduzido a um hospital.

O trem que estava em movimento é uma das oito novas composições que entraram em operação neste ano na Linha Verde. Em outubro, o Jornal da Tarde mostrou que a frota recém-chegada apresentava problemas nos eixos e de deslocamento das rodas, o que poderia resultar até em descarrilhamento. O problema foi registrado inicialmente no trem 213, que já estava em circulação. Funcionários do Metrô relatam também uma ocorrência de fusão do motor durante a operação. A companhia afirmou que o acidente de anteontem, com a composição 214, não foi provocado por defeitos no trem e que não tem relação com a falha constatada nos eixos, que já teriam sido solucionadas (leia abaixo).

O delegado Valdir de Oliveira Rosa, titular da Delegacia do Metropolitano (Delpom), afirmou ontem que vai instaurar inquérito policial para apurar a lesão corporal culposa (sem intenção) e os danos causados pelo acidente. O metroviário que se feriu vai ser ouvido pelo delegado. Oliveira Rosa informou que pediu ao Metrô detalhes dos danos causados e solicitou que as duas composições fossem encaminhadas para o pátio do Jabaquara para facilitar a perícia técnica. Uma delas já está no local. O trem que foi atingido continua na estação Ana Rosa e terá de ser serrado para que possa ser transportado. O laudo da perícia deve sair em 60 dias.

Porta aberta

A circulação de trens com a porta aberta ontem foi registrada pela passageira Glaucy Rodrigues, que filmou o incidente com seu celular e divulgou o vídeo no site da Folhaonline. Lotada, a composição circulou pelo menos entre as estações Luz e Ana Rosa, da Linha 1-Azul, com todas as portas de um vagão abertas. Para que os usuários não ficassem próximos às portas e sofressem acidentes, a segurança do Metrô colocou uma fita amarela no vão aberto

Os passageiros se surpreenderam ao saber dos problemas de segurança dos nos últimos dias e lembraram dos transtornos que enfrentam diariamente. “O trem para, a porta não abre. Às vezes, a porta não fecha”, diz a faxineira Bruna Bartolo, de 26 anos. “Ando de metrô todos os dias e isso (a colisão) me preocupa.”JT

R$ 726 milhilhões do BB vão reforçar a caixa do Kassab para fazer propaganda para o Serra

A Prefeitura de São Paulo, administrada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), deve romper o contrato de administração da folha de pagamento e do caixa do município, hoje nas mãos do Itaú Unibanco. Os serviços serão transferidos para o Banco do Brasil, que está disposto a pagar R$ 726 milhões à prefeitura paulistana. No pacote, o BB passaria também a realizar os pagamentos a fornecedores do município, hoje sob responsabilidade do Bradesco.

Os contratos ainda não foram assinados mas, segundo apurou o Valor, tudo deverá ser concluído em no máximo um mês. Por questões de legislação e de orçamento, as assinaturas não podem ficar para 2010.

O acordo com o Itaú foi fechado em setembro de 2005. O banco venceu na época um disputado leilão promovido pelo então prefeito José Serra (PSDB), hoje governador do Estado. Pagou, antecipadamente, R$ 510 milhões para ter direito à administração, por cinco anos, da folha de pagamento (na época com 210 mil funcionários ativos e inativos), e do caixa (então de R$ 11 bilhões). O alto valor pago no leilão estimulou prefeituras e governos estaduais de todo o país a vender a administração de suas folhas. O movimento só arrefeceu no ano passado, porque governantes começaram a romper contratos com o objetivo de fazer caixa para as eleições municipais. Alguns faziam novos leilões; outros fechavam acordos com o BB.

No caso da Prefeitura de São Paulo, ainda falta pouco menos de um ano para o término do contrato. Para romper o acordo, o município teria de fazer uma devolução proporcional dos recursos recebidos antecipadamente do Itaú, ou seja, o que foi pago pelo ano que falta para terminar o contrato. Estimativas iniciais indicam que a devolução giraria entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões. O Valor apurou que o prefeito Kassab tenta negociar com o Itaú Unibanco o não pagamento do valor ou, no mínimo, uma redução dessa quantia. Na semana passada, o prefeito teria se reunido com o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, para discutir a questão.

A Secretaria das Finanças do município de São Paulo, sob responsabilidade do secretário Walter Aluisio, apenas informou que não confirmaria a informação sobre o rompimento do contrato e a substituição do Itaú pelo BB. A movimentação não foi negada.

A transferência da folha e do caixa da prefeitura de São Paulo para o Banco do Brasil foi costurada com o governo federal. Como o BB é controlado pelo poder público, sua contratação pode ser feita diretamente e independe de licitação.

O Valor apurou que os R$ 726 milhões que devem entrar no caixa de Kassab seriam utilizados pelo prefeito para obras do Metrô de São Paulo. Ainda durante a campanha, o prefeito se comprometeu a investir R$ 1 bilhão nas obras do projeto Expansão SP, do transporte metropolitano, que receberá um total de R$ 21 bilhões do governo do Estado até o ano que vem.

No primeiro semestre, Kassab também anunciou um acordo com o governo paulista para transformar os 21 quilômetros do Expresso Tiradentes (ex-Fura Fila, na zona leste de São Paulo), em um metrô de superfície. A obra foi orçada em R$ 2,3 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão seriam bancados pela prefeitura paulistana.

O Metrô deverá ser uma das vitrines da campanha de José Serra à presidência da República no ano que vem. Nos meios políticos, a expectativa é de que o governador deixe o cargo a partir de março para se dedicar à campanha. Os recursos vindos da prefeitura paulistana - e, por tabela, do BB - cairiam como uma luva na estratégia de Serra. Seria a segunda vez que o BB contribuiria com os planos de Serra, o que parece um contrassenso para um governo federal liderado pelo PT e que tenta fazer da oponente Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva. No ano passado, o BB pagou R$ 5,4 bilhões pelo banco Nossa Caixa. As negociações tinham se iniciado um ano antes, mas só ganharam força depois que o leilão do governo paulista para venda da Cesp fracassou.

A conquista da folha de pagamento e do caixa da prefeitura paulistana ampliaria ainda mais a força do BB em São Paulo.Agencia Estado

Secretário grava governador do dem DF e PF investiga esquema de propina


O secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, foi o colaborador da investigação de um esquema de desvio de dinheiro publico operado no Governo do Distrito Federal (GDF)José Roberto Arruda do DEM. Segundo despacho do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou os mandados de busca e apreensão, Durval Barbosa teria optado pelo benefício da delação premiada e, por esta razão, teria aceitado utilizar microfones escondidos durante conversas com o governador do DF, José Roberto Arruda (DEM). A PF apura um suposto esquema de propina à base aliada do Distrito Federal.

Nas gravações, que resultaram na Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal (PF), o governador aparece negociando com seu secretário Durval Barbosa o destino de R$ 400 mil. Em outro trecho, segundo o despacho, consta a informação de que o dinheiro seria dividido entre deputados distritais da "base aliada". Segundo o STJ, foi aberto a Durval Barbosa a participação de um programa de proteção de testemunhas da PF.

São investigados os deputados distritais Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulisses (PSB), Pedro do Ovo (PRP) e o presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (DEM).

Hoje, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão nas residências e nos gabinetes dos principais deputados que integram o governo Arruda. Também foi feita uma busca em um anexo da residência oficial do governador do Distrito Federal.

Em nota, o STJ informou que a PF realizou buscas e apreensões no local de trabalho ou sede de 16 pessoas físicas e jurídicas. As buscas e apreensões decorrentes da autorização foram acompanhadas por procuradores do Ministério Público Federal em 24 locais indicados, sendo 21 no Distrito Federal, um em Goiânia (GO) e dois em Belo Horizonte (MG). Segundo o STJ, a medida visa descobrir provas e indícios de eventual vínculo mantido entre os investigados e a suposta participação de cada um em atos ilícitos.

O ministro do STJ determinou que as buscas fossem feitas com discrição, para "assegurar a intimidade e preservar os direitos subjetivos dos investigados".

PF investiga repasse de dinheiro a aliados do governador do DEM

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou nota nesta sexta-feira (27) em que informa que a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã, em Brasília, é destinada “a coletar provas sobre suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda DEM,(GDF)”. Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro do STJ Fernando Gonçalves, contra 16 pessoas físicas e jurídicas.

O ministro colocou nesta tarde fim ao segredo de Justiça que existia no inquérito que investiga as irregularidades cometidas por pessoas ligadas ao GDF. Durante a operação, batizada de Caixa de Pandora, agentes da PF apreenderam documentos e computadores em gabinetes e casas de deputados distritais e secretários do primeiro escalão do GDF. Os policiais também cumpriram mandados na residência oficial do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), em Águas Claras.

Os agentes da PF também estiveram na sede do governo, na cidade de Taguatinga, onde fizeram apreensões de documentos em gabinetes de assessores. Arruda convocou uma reunião de emergência e está reunido nesta tarde com os secretários de governo na residência oficial para discutir o assunto. Além das buscas em 21 locais de Brasília, a PF realiza operações em um imóvel em Goiânia e em dois em Belo Horizonte. As operações são acompanhadas por representantes do Ministério Público Federal.

As investigações sobre o repasse de recursos surgiram a partir da colaboração de um secretário de Estado do Distrito Federal, "que aceitou que fossem instalados em suas roupas equipamentos de escuta ambiental”.

O “colaborador” citado na nota, conforme o inquérito a que o G1 teve acesso, é o secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, ex-delegado da Polícia Civil. Ele teria concordado em revelar um suposto esquema de corrupção em troca de delação premiada. Durval teria gravado um encontro com o governador Arruda, mas o teor das conversas não foi revelado.

“Na consecução dos objetivos visados por esta diligência a autoridade policial noticia haver o colaborador (Durval Barbosa Rodrigues) repassado ao DPF [Departamento de Polícia Federal], para fins de registro, a soma de R$ 400 mil, valor que a ele (Durval) retornará para seguir destino apontado por Arruda: entrega a Maciel [José Geraldo, chefe da Casa Civil do GDF], para pagamento da ‘base aliada’. Ou seja, o dinheiro será dissipado em diversos pagamentos menores a pessoas ainda não identificadas”, destaca trecho do inquérito do STJ.

Além dos R$ 400 mil, outros R$ 200 mil seriam repassados a aliados, segundo o inquérito. O dinheiro era transferido por meio de pelo menos quatro empresas que prestam serviços ao GDF. Uma das empresas teria repassado R$ 34 mil a um secretário depois de ter um crédito a receber de R$ 34 milhões reconhecido pelo governo.

Escuta

De acordo com o inquérito, o STJ havia autorizado a captação e a interceptação ambiental de sinais eletromagnéticos, óticos e acústicos, e seu registro e análise. Os equipamentos, segundo os autos, foram instalados nas vestimentas do colaborador, que teve um encontro com o governador Arruda no dia 21 de outubro.

“Em função disso, foi aberta a ele a participação em programa de proteção de testemunhas da Polícia Federal. Concluída a operação, o relator levantou o segredo de Justiça imposto ao inquérito”, destaca a nota do STJ.

Polícia Federal aprende documentos na residência oficial do governador. do DEM

Polícia Federal, apreendeu nesta sexta-feira (27), na operação chamada Caixa de Pandora, documentos e computadores em gabinetes, casas de deputados distritais, secretários do primeiro escalão e até na residência oficial do governador José Roberto Arruda (DEM). A assessoria, porém, disse que o governo ainda não foi informado oficialmente sobre os objetivos da operação.

Os agentes chegaram por volta das 7h e apreenderam documentos em um anexo da residência oficial ocupado pelo chefe de Gabinete de Arruda, Fábio Simão. Segundo a assessoria, a PF não entrou no gabinete de Arruda.

Agentes estiveram na sede do governo, na cidade de Taguatinga, fazendo apreensões de documentos em gabinetes de assessores. “A gente não tem certeza de nada [sobre os motivos da operação], porque a gente não recebeu nada oficialmente”, informou a assessoria do governador. “A única disposição do governo é ajudar [nas investigações]. Sobre isso não tem conversa”, disse a assessoria.

Operação

Pela manhã, a PF cumpriu mais de 20 mandados de busca e apreensão por determinação do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que se baseia em inquérito sigiloso que investiga fraudes em licitações e contratos. Não há mandados de prisão.

O Secretário de Educação, José Luiz Valente, confirmou em nota que agentes da PF estiveram nesta manhã na casa e nos gabinetes dele no palácio do Buriti e Buritinga (sedes do governo) e tiveram acesso a documentos e ao computador.

Os policiais recolheram documentos também no gabinete do presidente da Câmara Legislativa. O deputado Leonardo Prudente (DEM) divulgou comunicado informando que não vai falar sobre a operação porque se trata de uma investigação em segredo de Justiça e, de acordo com a assessoria, ele assinou um termo autorizando os policiais federais a entrarem no gabinete da presidência.

Segundo o comunicado, o mandado de busca e apreensão permitia a ação dos agentes somente no gabinete parlamentar. Os policiais também foram a outros gabinetes de deputados distritais na Câmara do DF.

Ouça a paródia de "Lula" e "Dilma" em propaganda de rádio




Uma publicidade de papel higiênico que começou a ser veiculada ontem brinca com o Presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff . No spot, uma voz parecida com à de Lula, inclusive com bordões como "nunca antes na história desse país", chama "a ministra" para apresentar o ""pack" que vai trazer mais economia para os brasileiros".

A "ministra" grita: "Alfredo" -nome de um mordomo, personagem que se tornou célebre em propagandas da marca de papel higiênico (Neve). A voz vem de longe, indicando que "Dilma" está no banheiro.

O falso Lula, então, brinca, ao afirmar que "a ministra está em conferência com o Alfredo", e apresenta sozinho o produto: uma embalagem (pack, em inglês) econômica, com 16 rolos. Criado pela DPZ, o comercial explora a semelhança entre a palavra inglesa para embalagem e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),Como a Kimberly, fabricante do papel Neve, outras empresas têm aproveitado a popularidade de Lula e o momento econômico favorável em suas propagandas.

O diretor de criação responsável pela peça, Fernando Rodrigues, disse que não houve motivação política no trabalho. A ideia foi fazer uma brincadeira com Lula, "um Presidente simpático e bem-humorado".

Segundo Rodrigues, também não houve intenção de ofender autoridades. "Fizemos uma ilação bastante provável, de que ela [Dilma] vai ao banheiro, um fenômeno humano." A Casa Civil e o Planalto não comentaram a peça.

Dilma em Manaus

A ministra Dilma Rousseff esteve ontem em Manaus com o Presidente Lula, na inauguração do gasoduto Urucu-Coari-Manaus - 661 quilômetros de tubulações incrustadas em meio à densa selva amazônica.

Fazia um calor de 41 graus quando o Presidente Lula acionou a válvula que levará o gás de Urucu a Manaus e já chega a oito cidades amazônicas por meio de uma rede de 140 quilômetros de ramais. Mas só 1,6% da produção (77 mil m3/dia), inicialmente. Em janeiro de 2010 é que serão alcançados 253 mil m3/dia.

O gasoduto tem capacidade inicial para transportar 4,1 milhões de m3/dia e deve chegar a 5,5 milhões em setembro de 2010, quando terão sido transformados os motores das termelétricas a diesel que atualmente abastecem a região. É pouco, portanto, o uso imediato de Urucu. Mas a inauguração do gasoduto é uma das primeiras grandes obras inauguradas pelo Presidente Lula - começada e terminada em seu mandato. Além disso trata-se de uma obra da Petrobras. A ministra Dilma se empenhou para a execução de uma obra prometida e nunca cumprida por quatro presidentes da República - José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, em seus dois mandatos.

Dilma vestia uma camiseta branca adequada ao forte calor, enquanto Lula secava repetidamente o rosto. A ministra disse no discurso: "Nós sabemos que o governo do Presidente Lula significa um mudança no caminho que o Brasil vinha trilhando no passado", disse Dilma, após falar de outros temas que nada tinham em comum com o gasoduto, como educação e a rede de segurança social. "E nós todos juntos temos a missão, a obrigação e o dever de fazer esse projeto continuar, de fazer esse projeto avançar".

Dilma agiu com a desenvoltura. Cumprimentou os convidados da Petrobras para o evento, recebeu cartas e bilhetinhos da plateia e enumerou uma a uma as autoridades presentes no palanque, inclusive, nominalmente, os sete prefeitos da região beneficiada pela obra que estavam presentes. Permitiu-se inclusive a uma troca de beijinhos protocolares com o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, um ex-pefelista agora no PTB (partido aliado). O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, também atribuiu à "determinação" da ministra a conclusão da obra já prometida por outros presidentes, no passado. O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB) classificou a ministra de "uma brasileira especial". A cada uma dessas intervenções Dilma era aplaudida pelos  populares presentes.

O Presidente Lula disse que voltará em setembro de 2010 a Manaus para inaugurar o efetivo uso de gás pelas termelétricas amazônicas e  fez questão de lembrar que nem o governador Eduardo Braga nem o ministro Alfredo Nascimento estariam presentes porque serão candidatos a cargos eletivos - Braga ao Senado, e Nascimento, provavelmente, ao governo estadual.

"O Eduardo não vai estar, porque é candidato, o Alfredo não vai estar, porque acho que é candidato, a Dilma não vai estar, porque acho que é candidata. Mas eu não sou candidato, esta rei aqui para apertar o botão de todas as empresas, usando gás na energia elétrica deste Estado", disse o presidente.

 Lula também ironizou Caetano Veloso quando usou a expressão "en passant", durante seu discurso -"o Caetano deveria ouvir eu dizer isso" - e por mais de uma vez falou dos "invejosos" que não querem que o país dê certo, uma alusão nada velada ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Quem não conseguiu, de forma saudável, em um parto normal, parir esse gasoduto, está do lado de fora morrendo de inveja e querendo fazer todas as críticas possíveis e impossíveis".

Indústria de eletrodomésticos já faz três turnos

O Natal deste ano será o maior da década. O faturamento real do comércio em dezembro deste ano, já descontada a inflação, deve atingir R$ 91,9 bilhões, segundo projeções da MB Associados feitas com base na Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acréscimo de vendas esperado para dezembro, comparado com o mesmo mês de 2008, é de R$ 10,4 bilhões. É uma cifra dez vezes maior que a expansão na receita das lojas registrada em dezembro do ano passado, que foi de apenas R$ 978 milhões em relação ao ano anterior.

Benefícios fiscais, como isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para vários setores, como automóveis, geladeiras, máquinas de lavar, materiais de construção e, agora, móveis, combinados com aumento do salário do funcionalismo público, do Bolsa-Família e a política monetária mais frouxa, sustentam o maior Natal da década, explica o economista-chefe da consultoria e responsável pela projeção, Sergio Vale. "Mas o fator preponderante para a ampliação do consumo de Natal é a política fiscal", ressalta o economista.

"Vai vender tudo neste Natal", prevê o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri. Isso significa que, depois de vários Natais da "lembrancinha", este poderá ser também o Natal dos presentes de maior valor.

O economista da ACSP faz essa previsão com base em dados deste mês. Na primeira quinzena de novembro, pela primeira vez no ano, o número de consultas para vendas a prazo cresceu em relação a igual período do ano passado. O acréscimo foi de 0,7%, mas indica uma mudança importante na tendência, pois até outubro só houve quedas ante 2008.

Entre as vendas a prazo e à vista, que praticamente não foram afetadas neste ano, Alfieri diz que a entidade espera um acréscimo entre 5% e 6% no número de consultas em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2008. "Neste ano, as vendas a prazo e à vista no Natal estarão equilibradas", diz.

Ele lembra que no Natal de 2008 houve crescimento apenas nas compras à vista porque os financiamento foram afetados com a crise de crédito, que provocou redução de prazos de pagamento e subida dos juros.

Neste ano, no entanto, a situação é exatamente inversa: as lojas alongaram os prazos, inclusive das vendas anunciadas sem juros. Grandes redes varejistas anunciam os produtos em 17 vezes sem acréscimo, quando, no ano passado, esse prazo não passava de 10 vezes.

O otimismo do comércio não se restringe aos itens beneficiados pela queda do IPI e pelas condições facilitadas de pagamento. Por causa do aumento da renda e do emprego, alimentos e bebidas estão na lista dos produtos que vão ter um grande crescimento de vendas neste fim de ano. Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostra que os supermercadistas esperam para este ano um acréscimo de 7,8% nas vendas em dezembro, na comparação com as do Natal de 2008. Segundo a enquete, 85% dos supermercados ampliaram as encomendas de produtos para as festas de fim de ano e só 3% reduziram os pedidos.

De acordo com Vale, da MB, o aquecimento do consumo, iniciado em meados deste ano, deverá atingir o pico no segundo semestre de 2010. Ele projeta que, em agosto do ano que vem, o acréscimo no faturamento do varejo acumulado em 12 meses será de R$ 103 bilhões, voltando ao topo atingido em meados de 2008. O Estado de S. Paulo

Gasoduto Urucu-Coari-Manaus já equipado com rede fibra ótica que servirá à futura Telebras


O Gasoduto Urucu-Coari-Manaus inaugurado ontem, trás um benefício adicional para os municípios amazonenses em seu caminho: uma rede de fibra ótica, pronta para ser usada em telecomunicações, como acesso em banda-larga.

Com a tendência do governo em reativar a Telebras para gerenciar estas redes de fibras óticas, mais de 700km dentro da floresta Amazônica já estão com a infra-estrutura pronta.

CEF cresce e compra parte do Banco Panamericano

A CEF (Caixa Econômica Federal) continua seguindo a política do governo Lula de tornar os bancos públicos mais fortes e com maior participação no marcado bancário nacional.

Vai comprar 49% do capital votante do Banco Panamericano, em operação semelhante à associação entre Banco do Brasil e Banco Votorantim neste ano. Pelo negócio, a Caixa deverá pagar cerca de R$ 750 milhões ao Grupo Silvio Santos.

Segundo o Valor [Jornal Valor Econômico] apurou, a Caixa também deve comprar parte das ações preferenciais (PN) pertencentes ao empresário. O Grupo Silvio Santos detém, por meio de três empresas, 100% do capital votante do banco e 41,3% das ações PN. A Caixa ficaria com metade dessa fatia, algo em torno de 20% das PN. No total, o banco estatal assumiria cerca de 37,5% do capital total do Panamericano. Os contratos ainda não foram assinados, mas a negociação está na fase final.

A operação foi desenhada para não configurar aquisição de controle pela Caixa. Isso porque o Panamericano tem ações preferenciais em bolsa e, pelo estatuto do banco, todos os preferencialistas têm direito a receber o valor pago ao controlador em caso de alienação do controle. Caixa e Panamericano assinarão um acordo de acionistas para compartilhar a gestão do banco.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dilma e Lula inauguram gasoduto de 750km na floresta e Manaus começa a ter energia limpa

Discurso de Dilma na inauguração do gasoduto Urucu-Coari-Manaus.

O presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, inauguraram hoje (27/11) o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, em cerimônia na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), a primeira unidade a receber o gás natural oriundo do campo de extração de Urucu.

Manaus é alimentada por 7 usinas termelétricas. A ministra Dilma Rousseff, em seu discurso, lembrou que a substituição do óleo combustível pelo gás natural de Urucu, evitará a emissão de 1,2 milhão de toneladas de CO2 por ano.

O presidente Lula também destacou os benefícios ambientais do empreendimento: “Teremos uma pequena revolução na matriz energética na região Norte, sobretudo em Manaus”.

Além do benefício ambiental, o custo da energia também irá cair, já que o gás natural é mais barato do que o óleo combustível.

A ministra Dilma Rousseff mencionou os cuidados ambientais da Petrobras na construção do gasoduto, que corta 750km da floresta Amazônica. A obra é exemplo de desenvolvimento sustentável. “Soubemos fazer o gasoduto com respeito integral ao meio ambiente”, disse.

OPOSIÇÂO LESA-PÁTRIA TENTOU USAR O TCU CONTRA O GASODUTO

Na CPI da "PetrobraX" pedida pela oposição demo-tucana, mesmo o PSDB tendo como líder no senado um Senador do Amazonas (Arthur Virgílio), o gasoduto foi alvo de questionamentos da oposição no TCU.

A estratégia da oposição era e é usar o TCU para paralisar obras do PAC, como este gasoduto.

Projetos de energia eólica atingem 10 mil MW

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vai licitar 339 projetos de geração eólica (ventos) com capacidade instalada de 10.005 MW (megawatts). Essa energia equivale a 70% da produção de Itaipu. O leilão está previsto para 14 de dezembro.

Os Estados com projetos habilitados foram:

Rio Grande do Norte: 3.629 MW
Ceará: 2.515 MW
Rio Grande do Sul: 2.238 MW
Bahia: 1.004 MW
Piauí: 336 MW
Espírito Santo: 153 MW
Sergipe: 54 MW
Santa Catarina: 75 MW

"A contratação de energia eólica, neste momento, reforça ainda mais a posição que o Brasil levará para a Conferência do Clima em Copenhague, de promover a manutenção do perfil altamente renovável da matriz energética brasileira", afirmou em nota o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

A energia contratada no primeiro leilão de eólicas do país será usada como reserva, ou seja, será um volume excedente do necessário ao abastecimento do país. Leia mais aqui.

Lula cobra investimento e Vale anuncia outra siderúrgica de US$ 750 mi no Pará

Depois de sucessivas pressões do governo para maiores investimentos no país, a Vale já havia anunciado em outubro a construção de um complexo siderúrgico de 5,2 bilhões de reais em Marabá (PA), chamado Alpa (Aços Laminados do Pará).

Agora, a Vale e a siderúrgica Aço Cearense entregam ao governo do Pará, nesta quinta-feira, memorando de entendimento para viabilizar a produção de aços laminados e revestidos numa área integrada à Aços Laminados do Pará (Alpa), projeto desenvolvido integralmente pela Vale.

A usina, estimada em 750 milhões de dólares, passará ainda por um estudo de viabilidade econômica.

A empresa está diretamente envolvida na viabilização de quatro grandes projetos siderúrgicos, que vão elevar a produção de aço no Brasil em 15,5 milhões de toneladas, metade da produção atual no país. Leia mais aqui.

Volkswagen investirá R$6,2 bi no Brasil de 2010 a 2014

A Volkswagen investirá 6,2 bilhões de reais no Brasil de 2010 a 2014. Ao final desse período, a montadora espera que as vendas no mercado interno por toda a indústria atinjam 4 milhões de veículos, uma expansão de 33 por cento frente ao esperado para este ano.

Na semama passada a Ford revelou plano de investir 4 bilhões de reais no Brasil de 2011 a 2014. Leia mais aqui.

Dilma: gasoduto comprova meta de reduzir emissõe

A ministra Dilma Rousseff, afirmou que o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, que está sendo inaugurado hoje pelo Presidente Lula, é uma das principais provas de que o Brasil está encarando com seriedade sua meta de redução das emissões de gás carbônico em pelo menos 36% já no próximo ano. "Quando a totalidade deste gás que vem de Urucu substituir o diesel nas usinas térmicas vamos deixar de emitir 1,2 milhão de toneladas de CO2", afirmou Dilma em discurso durante a cerimônia de inauguração da ponta final do duto em Manaus, que está sendo transmitida ao vivo pela Internet. Ela lembrou que a região amazônica consome mais de 90% do "diesel elétrico" no País. "Não faz sentido que este recurso mineral que é o gás, descoberto em solo amazônico, não seja aproveitado em sua matriz", disse.

Dilma destacou que esta meta será apresentada pelo Brasil na reunião da cúpula sobre o clima que acontecerá em Copenhague e lembrou que o Brasil foi um dos primeiros a apresentar sua meta. A ministra também lembrou as dificuldades para construção do gasoduto e disse que "neste momento o Brasil firmou acordo consigo mesmo e com a sociedade de desenvolvimento sustentável". Segundo Dilma, esse compromisso acaba com um dos mitos que apontava ser impossível promover o desenvolvimento e ao mesmo tempo respeitar o meio ambiente.

"Muitos olharam com muita desconfiança, achando que estávamos sonhando com este gasoduto. Diziam que esta era uma obra irrealizável, e que mais uma vez seria só prometida e não sairia do papel. Hoje, apesar de não conseguirmos mais ver toda a tubulação que foi enterrada, nós sabemos que ela está ali e vai aparecer na Amazônia para toda a população por meio de um combustível mais sustentável e mais correto do que o que hoje usamos para gerar energia". AgÊncia Estado

Senador mais inútil do Brasil desiste de levar Cacique Cobra Coral ao Senado

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado decidiu nesta quarta-feira (25), por unanimidade, cancelar o convite de autoria do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), para a fundação esotérica Cacique Cobra Coral explicar o blecaute no dia 10 deste mês.

Autor do requerimento que convoca as autoridades, o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) foi quem pediu a retirada da entidade. Diante da unanimidade a favor da retirada da fundação, Cavalcanti desabafou: “É inadmissível perdemos tanto tempo com uma bobagem dessas”.

A inclusão da entidade foi feita a pedido do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), o Senador mais inútil do Brasil, em manobra que transformou a sessão do Senado em uma espécie de "Escolinha doProfessor Raimundo". O presidente da comissão, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), combinado com Arthur Virgílio, aprovou o pedido, apesar dos protestos de diversos Senadores alegando que não ouviram colocar em votação.

Choque de indigestão de José Serra: Desemprego em SP aumenta 8,6% em outubro, diz IBGE

A taxa de desemprego em São Paulo ficou em 8,6% em outubro, ante 8,7% registrados em setembro, revelou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em outubro do ano passado, a taxa em São Paulo havia ficado em 7,7%.

De acordo com o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do instituto, Cimar Azeredo, ao longo de 2009 o número de desocupados na região metropolitana de São Paulo vem crescendo com taxas elevadas, puxadas sobretudo pelas demissões no setor industrial. Por isso, a taxa na região é superior à do ano passado, ao contrário do que ocorre na média das seis regiões pesquisadas.

Em outubro, o número de desocupados aumentou 10,4% em São Paulo ante igual mês do ano passado, ainda que tenha ocorrido queda, de 2,1%, em relação a setembro deste ano. Azeredo explica que o aumento apurado em outubro ante igual mês de 2008 foi puxado pela indústria, pelo comércio e pelo segmento de outros serviços. Este ano, a taxa de desemprego na região tem sido puxada especialmente pelo setor industrial. A taxa de desemprego em São Paulo, de janeiro a outubro, ficou em 9,5%, ante os 8,6% verificados em igual período do ano passado. Agência Estado